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    Petrobras Rally Team disputa última etapa do Mundial de Rally, em Portugal, no final deste mês

    Guiga Spinelli e Youssef Haddad disputam Baja Portalegre 500, em Portugal, de 25 a 28 de outubro

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    Guiga Spinelli e Youssef Haddad, do Petrobras Rally Team, estão prontos para enfrentar uma das mais tradicionais provas do Mundial de Rally Cross-Country da FIA. O desafio será na “terra de Cabral”, em Portugal, no Baja Portalegre 500 – a última etapa do calendário 2017, de 25 a 28 de outubro.

    A dupla brasileira vai levantar poeira com o Mini All4 Racing, preparado pela equipe alemã X-Raid, que é tetracampeã do Dakar e também bicampeã do Rally dos Sertões com Stéphane Peterhansel (2012 e 2013). Essa será a segunda prova de Guiga e Youssef com o Mini, a primeira foi no Sertões deste ano, onde das 8 especiais disputadas (contanto com o prólogo), a dupla obteve 6 vitórias e 1 segundo lugar.

    O carro recebe evoluções constantes e está em pleno desenvolvimento o tempo todo. A equipe testa o Mini nas piores condições possíveis, e nos terrenos mais desafiadores do mundo inteiro, por isso ele consegue ser rápido, confiável, resistente e fácil de pilotar. Nós temos ainda poucos quilômetros rodados com ele, mas a maioria dos grandes pilotos de Rally do mundo, já andaram muito neste carro e cada um foi deixando sua contribuição para a evolução. Os ótimos resultados no Sertões deixam claro o potencial do Mini“, destaca Guiga, com a experiência de quem já disputou 8 vezes o Rally Dakar e é pentacampeão do Sertões.

    Para se ter uma ideia da importância da prova, o Baja Portalegre 500 foi a primeira competição off-road organizada em terras portuguesas. A edição de estreia foi em 1987, e levou 4 anos para sair do papel, diante de muita preparação. Idealizada por José Megre, piloto com 3 participações no Dakar (1982,83 e 84), a disputa foi um sucesso logo na “largada”, com cerca de 100 carros e mais de 100 motos somente naquele ano (1987), quando ainda era chamada de Rali Maratona de Portalegre – Finicisa, com um circuito de 400km. A segunda e a terceira edição viram o evento ser duplicado, e no 4º ano, a prova já contou com o número máximo de 250 carros e 450 motos.

    Em 2017, o Baja Portalegre 500 chega a sua 31ª edição, com a participação de 350 motos e quase 100 carros. Serão cerca de 470km de especiais e mais 180km de deslocamento, em dois dias de Especiais:

    Na sexta-feira (27/10), o Baja começa com um prólogo de 5km para definição das posições de largada e na parte de tarde, acontece a disputa da primeira Especial, com 85 quilômetros.

    No sábado (28/10), mais duas Especiais serão disputadas, a primeira do dia com 215km e a última da competição, com 170 quilômetros.

    O percurso de 2017 passará pelas cidades de Portalegre, Ponte de Sor, Avis, Gavião, Alter do Chão e Crato, mas ainda não foi revelado em detalhes. Guiga e Youssef, que disputaram o Baja Portalegre em 2015, se lembram do que podem enfrentar na região.

    É um terreno bastante exigente, sinuoso, estreito, com piso irregular e que proporciona uma pilotagem muito prazerosa, mas o nível técnico da prova é muito alto, então é preciso ser agressivo o tempo todo, rápido do começo ao fim“, ressalta Guiga.

    Uma variável que apareceu em 2015, foi a chuva. Deixou todo o percurso com muita lama, o que prejudica o desempenho. Mas o interessante dessa prova, é que o papel do navegador é um pouco diferente do Sertões ou Dakar, em Portugal eu sou mais um “co-piloto”, do que propriamente um navegador. Isso porque há muita sinalização e público, então é difícil errar o caminho. O meu papel é então ficar atento para as observações visuais, os ângulos das curvas, tudo para mantermos um ritmo acelerado, forte, alucinante afinal é uma prova com grid cheio, que conta desde melhores carros do mundo até os menos expressivos, todo mundo vai pra lá“, acrescenta Youssef.